Hoje, sábado, chegei da faculdade, cansada, com a garganta inflamada, pálida, jogada no sofá; soube que a delegada da famosa 69ªdelegacia, que fica aqui bem perto, se emocionou ao dar entrevista ao Datena (aquele moço que faz auê de tudo quanto é desgraça na TV). Ela falou sobre a prisão do ser humano(?) que matou o pai de família da rua de baixo, quando foi roubar seu Corcel II depois de uma tentativa frustrada de assalto. Sim, minha mãe me contou que ele tentou roubar outro carro que disparou um alarme; seu comparsa fugiu pra favela aqui do lado enquanto ele seguiu a rota que colidiu com a do pai que iria levar os filhos pra passear. A polícia achou o comparsa primeiro; este, não achou justo carregar sozinho o peso da bala que não disparou e acertou a flecha da delação. O acusado não era daqui do bairro, nem podia ser. A controvérsia de morar num bairro "perigoso" é que os moradores nem sempre são o alvo e quase sempre contam com alguma proteção duvidosa... Ele é de Pernambuco, dois assassinatos, assalto à banco...estava solto por causa de um indulto do ano passado...
Quem precisa de indulto? Às minhas custas?
Quem foi reconhecer o demente na delegacia? O garoto de oito anos que, junto com o irmão de apenas dois, viu o pai morrer e ainda foi levado no carro, até algumas ruas longe daqui.
Quando ouvi o relato da resposta de Deus, dado por minha mãe e Ele me perdoe pela insistência, intransigência, frieza...mas, só consegui metralhar minhas palavras duras, com esperança de resposta afimativa: "Será que já mataram ele na delegacia?".
Que os direitos humanos cuide de humanos e apenas deles. Que as leis do Deus, sigam caminhos menos tortuosos para que a mãe e os dois filhos possam voltar para a Bahia em paz!
Se Deus não cumprir o prazo, eu cobro!
1 dia atrás
