Acho legal quando as pessoas estufam o peito para dizer que não se arrependem de nada. Na verdade não acho legal. Acho uma forçação de barra sem fim. Mas, cada um inventa seu jeito de expor na vitrine sua vidinha perfeita.
Meu exercício favorito em dias de nuvem negra, é olhar pra trás e fazer um exercício inútil de pensar " e se...". Só pra colocar na minha vitrine interna, como minha vida poderia ser mais legal do que realmente é. Insatisfação crônica herdada de meu pai, que vive de recordar dos tempos bons que viveu na fazenda. E de minha mãe também... que nunca teve fazenda, mas acha legal a ideia de ter uma.
Exponho a vitrine retrô:
E se eu tivesse dito não aos meus pais e ido pro colégio para onde todos os meus amigos foram ao invés de ceder ao "modelo" de escola do Estado, tão almejado, tão sofrido, tão batalhado?
E seu eu tivesse deixado o telefone tocar na biblioteca em 2002, com a promessa de emprego perfeito?
E se mesmo tendo atendido, tivesse dito não para a grande oportunidade?
E não tivesse dado pro cara dentro do Chevette?
Se eu não tivesse guardado coisas importantes na gaveta?
Se não tivesse tomado aquela puta bronca por causa das coisas na gaveta?
Se não tivesse feito tudo certo e sido uma boa funcionária?
E se não fosse aquela rasteira de 2003 mesmo sendo uma boa funcionária?
E as cartas de 2005? Se tivesse respondido?
E se tivesse dito pra ele que eu era a namorada dele sim e ponto final?
E se eu não tivesse achado o máximo ganhar uma bolsa e entrar na Universidade em 2006?
E se não tivesse fumado maconha?
Se não tivesse chegado atrasada em 2007?
Se não tivesse olhado bem fundo naqueles olhos e sentido meu corpo tremer depois do atraso?
Se não tivesse sido vaidosa, orgulhosa...?
Se tivesse tido coragem e manter o "não" inicial?
Se não tivesse sido carente?
Tão carente?
Se não tivesse bebido tanto?
E o tempo perdido chorando embaixo do chuveiro?
Se não tivesse voltado pra faculdade, depois de trancar a matrícula e beber tanto?
E se tivesse guardado o dinheiro das roupas, dos shows, dos livros...e da cerveja?
Se tivesse ouvido minha intuição e dito não, à terra prometida do teatro pseudo-engajado?
Se tivesse dito sim ao telefonema corporativo no dia da decisão artistica?
Era uma subida íngreme, como uma penitência. Como seria dizer não para a cruz e não exlodir o joelho nem meu perder meu sono por conta de tanto sofrimento?
Se não tivesse voltado depois de colocar a mochila nas costas?
E se tivesse dispensado quem realmente me incomodava, se tivesse ficado no meu lugar e não trocado pra ser legal?
E se tivesse dito: "Não é problema meu" e tivesse seguido e me mudado pra Mooca, rua do Oratório 79, apartamento reformado, feito para mim?
É incrível como nada disso faz sentido. Como o primeiro "Se tivesse", já me faria ter vivido uma vida completamente diferente
Por que atriz?
Porque medrosa?
Porque tanta cobrança por responabilidade?
Porque é assim.
Liberdade é o que eu quiser. Liberdade é escrever esse texto. Liberdade é poder olhar para tras, pensar na frente. Liberdade é viver agora. Liberdade é qualquer coisa. No fundo estamos todos presos. Presos à quem? Pode ser a Godot. Presos à espera, presos ao coração batendo. À este corpo. Conheço gente presa a ideia de liberdade. Gente presa a mania de julgar e que não gosta de ser julgada. Eu, presa a minha mania de criticar e afastar tudo o que pode ser muito bom pra mim. Me conheço.
Minha mãe está presa ao telefone, com minha tia do Itaim Paulista, "resolvendo" a vida da minha outra tia, como se a vida dela estivesse resolvida, linda e perfeita.
Das coisas listadas acima, só me arrependo verdadeiramente de duas ou três. Com as outras, faço firula.
#o fabuloso destino de...*
"Seus ossos não são de vidro. Você pode aguentar os baques da vida"
sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Mar de orgulho ou este não é um post-retrospectiva
Ontem durante um dilúvio, num banho quente noturno, fiz algo grave:
lavei os cabelos.
Isso é contra meus princípios. Cabelo não se lava à noite. Primeiro, porque moro com outras quatro pessoas, uma delas criança, de sete meses e é impossível ligar o secador após a meia noite.
À meia noite, todos dormem o sono dos justos.
Segundo, porque dormir de cabelo molhado, apodrece a raiz dos cabelos.
Ocorre, que além do crime inafiançável citado acima, me arrependi.
De tudo.
Tudo é muita coisa? Arrependimento é coisa católica?
Tudo não inclui a minha saúde capilar.
Sei que talvez a palavra mais apropriada, não seja arrependimento. Seja reconhecimento profundo de todas as merdas que fiz.
É claro que algumas poderia ter evitado. É claro que outras não. E é claro que odeio esse papo de "se voltasse atrás, faria tudo outra vez"
Eu não faria outra vez nada do tudo que quase me afogou ontem.
A verdade é que esse momento de sanidade em meio a um mini dilúvio embaixo do meu chuveiro, foi provocado por orgulho imensamente ferido.
Pensei em escrever à todos que emergiram nas águas em que me afoguei. Num redemoinho sem fim, encarei todos eles: todos os fatos, pessoas e sabotagens.
Poderia listá-los aqui. No fundo escrevo isso, porque é a vontade que tenho. Citar os nomes, os lugares...só não as datas, porque já faz algum tempo que não me ocupo delas.
Mas como poderia ser desastroso citar nomes, me limito, sem me sufocar, a assumir em primeira pessoa que cansei. Estou me dando uma trégua. Nas críticas, na raiva, na eloquência. A Matilde, que entendeu isso antes de mim e de todo mundo, deu o fora faz tempo. Tá lá pelas bandas de Votuporanga.
Foi atormentar os ventos suaves.
Estou dando uma trégua na insegurança em estar diante de uma pessoa que minha baixa auto estima, julga ser maior que eu. No meu esforço em agradar quem sei que não gosta de mim, por causa da cara que tenho; esforço este que consiste em mostrar o quanto sou legal.
O cansaço expõe a ex-montanha intransponível do meu orgulho. A mesma que foi ferida recentemente. Precisei, mais uma vez, me deparar com as coisas que não admito nos outros e odeio em mim.
"Olha como sou legal, descolada, não sinto ciúme? Olha como sou inteligente, como sou divertida, boa de cama, como gosto de te acompanhar em filmes que eu não assistiria. Como sou sábia, complacente...Até cozinho bem sabia? "
OLHA COMO EU QUERO QUE VOCÊ GOSTE MIM PORQUE EU NÃO SEI FAZER ISSO SOZINHA?
Uso o blog como confessionário, porque no fundo sou uma babaquinha ingênua, como qualquer outra, que quer que leiam o que escrevo para ser aceita, comentada, observada virtualmente.
A vida real não é o suficiente pra despejar o quanto não sei viver.
Escrevendo agora, sinto-me livre. Talvez seja só um habeas corpus. Funciona bem como cilindro de oxigênio.
Essa semana, depois do orgulho sangrando na cozinha alheia, senti uma vontade absurda de vomitar. Não vomitei, porque diante de mim, havia duas taças vazias e usadas que não conteriam o fluxo intenso das coisas que engoli para ser paciente e aceita diante do julgamento raso das pessoas que não gosto.
O vomito tava amarrada à ideia de que deveria perdoar às pessoas e aos acontecimentos.
Como não vomitei, o corpo sábio encontrou o jeito certo e apropriado para despejar o mal que me fiz.
Precisava me afogar num mar de equívocos, pra ver que o objeto de meu perdão era eu mesma.
Tem alívio sim. Mas não tem sorrisinho no rosto nem "carpe diem". Porque depois de carregar uma tonelada de peso morto, demora uns dias pro corpo se livrar do vício da bagagem inútil, do cansaço, das rachaduras abertas nos pés. Demora para secar as roupas, e os cantos escondidos no corpo...porque senão,quando amanhecer, outras coisas apodrecerão, além da raiz dos cabelos.
lavei os cabelos.
Isso é contra meus princípios. Cabelo não se lava à noite. Primeiro, porque moro com outras quatro pessoas, uma delas criança, de sete meses e é impossível ligar o secador após a meia noite.
À meia noite, todos dormem o sono dos justos.
Segundo, porque dormir de cabelo molhado, apodrece a raiz dos cabelos.
Ocorre, que além do crime inafiançável citado acima, me arrependi.
De tudo.
Tudo é muita coisa? Arrependimento é coisa católica?
Tudo não inclui a minha saúde capilar.
Sei que talvez a palavra mais apropriada, não seja arrependimento. Seja reconhecimento profundo de todas as merdas que fiz.
É claro que algumas poderia ter evitado. É claro que outras não. E é claro que odeio esse papo de "se voltasse atrás, faria tudo outra vez"
Eu não faria outra vez nada do tudo que quase me afogou ontem.
A verdade é que esse momento de sanidade em meio a um mini dilúvio embaixo do meu chuveiro, foi provocado por orgulho imensamente ferido.
Pensei em escrever à todos que emergiram nas águas em que me afoguei. Num redemoinho sem fim, encarei todos eles: todos os fatos, pessoas e sabotagens.
Poderia listá-los aqui. No fundo escrevo isso, porque é a vontade que tenho. Citar os nomes, os lugares...só não as datas, porque já faz algum tempo que não me ocupo delas.
Mas como poderia ser desastroso citar nomes, me limito, sem me sufocar, a assumir em primeira pessoa que cansei. Estou me dando uma trégua. Nas críticas, na raiva, na eloquência. A Matilde, que entendeu isso antes de mim e de todo mundo, deu o fora faz tempo. Tá lá pelas bandas de Votuporanga.
Foi atormentar os ventos suaves.
Estou dando uma trégua na insegurança em estar diante de uma pessoa que minha baixa auto estima, julga ser maior que eu. No meu esforço em agradar quem sei que não gosta de mim, por causa da cara que tenho; esforço este que consiste em mostrar o quanto sou legal.
O cansaço expõe a ex-montanha intransponível do meu orgulho. A mesma que foi ferida recentemente. Precisei, mais uma vez, me deparar com as coisas que não admito nos outros e odeio em mim.
"Olha como sou legal, descolada, não sinto ciúme? Olha como sou inteligente, como sou divertida, boa de cama, como gosto de te acompanhar em filmes que eu não assistiria. Como sou sábia, complacente...Até cozinho bem sabia? "
OLHA COMO EU QUERO QUE VOCÊ GOSTE MIM PORQUE EU NÃO SEI FAZER ISSO SOZINHA?
Uso o blog como confessionário, porque no fundo sou uma babaquinha ingênua, como qualquer outra, que quer que leiam o que escrevo para ser aceita, comentada, observada virtualmente.
A vida real não é o suficiente pra despejar o quanto não sei viver.
Escrevendo agora, sinto-me livre. Talvez seja só um habeas corpus. Funciona bem como cilindro de oxigênio.
Essa semana, depois do orgulho sangrando na cozinha alheia, senti uma vontade absurda de vomitar. Não vomitei, porque diante de mim, havia duas taças vazias e usadas que não conteriam o fluxo intenso das coisas que engoli para ser paciente e aceita diante do julgamento raso das pessoas que não gosto.
O vomito tava amarrada à ideia de que deveria perdoar às pessoas e aos acontecimentos.
Como não vomitei, o corpo sábio encontrou o jeito certo e apropriado para despejar o mal que me fiz.
Precisava me afogar num mar de equívocos, pra ver que o objeto de meu perdão era eu mesma.
Tem alívio sim. Mas não tem sorrisinho no rosto nem "carpe diem". Porque depois de carregar uma tonelada de peso morto, demora uns dias pro corpo se livrar do vício da bagagem inútil, do cansaço, das rachaduras abertas nos pés. Demora para secar as roupas, e os cantos escondidos no corpo...porque senão,quando amanhecer, outras coisas apodrecerão, além da raiz dos cabelos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Pior que ser antiquada, é ser previsível.
Tem que ser como sempre fiz.
Sem rodeios.
Só por agora.
Sem planos.
Prometeu, falou, amou, estão conjugados no passado.
E promessas não me atraem.
Sem rodeios.
Só por agora.
Sem planos.
Prometeu, falou, amou, estão conjugados no passado.
E promessas não me atraem.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
não acredito em mais nada GRAÇAS A DEUS!
Uma vida nova nem sempre começa com flores.
Ela podeter uma entrada cinza, conturbada e desesperançosa.
Melhor assim. Porque ficar ouvindo papo hare krishna de gente que quer se convencer de algo que não sente, que não tá vivendo, pra se vender como figura serena, equilibrada e na moda é de foder.
Meu nome é uma ironia comigo.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Ou: "Sei que é antiquado, mas "vamo namorá?"
Ante o frio,
faz com o coração
o contrário do que fazes com o corpo:
despe-o.
Quanto mais nu,
mais ele encontrará
o único agasalho possível
- um outro coração.
Conselho do avô
saltar para a água para cair no céu.
Neruda, Crepusculário
faz com o coração
o contrário do que fazes com o corpo:
despe-o.
Quanto mais nu,
mais ele encontrará
o único agasalho possível
- um outro coração.
Conselho do avô
saltar para a água para cair no céu.
Neruda, Crepusculário
sábado, 12 de novembro de 2011
Un giorno de mia paciencia
Matilde vive se olhando em espelhos. Mas sua vaidade é tanta, que os que tem em casa não são suficientes. Ela paga para se ver bela, importante e única no universo. Mas como nem sempre a imagem dela vem sozinha, vive reclamando dos outros, da casa e do bolinho de carne.
Se as experiências não são o bastante para diminuir o ego, acredito que a idade deva ser. Mas se os anos vão passando, o cabelo caindo e o ego resiste...desiste.
E é tanto bolinho de carne em hora errada, que Matilde agora só se olha de longe...não consegue encarar os pneus e a grande pança gazosa.
Quando você precisa denegrir, ou expor negativamente uma pessoa para explicar o que você quer ou justificar uma escolha, é porque você não tem certeza do que está dizendo.
Matilde cobra a prazo de quem vende espelho torto para ela.
Entendo tudo o que a Laura Pausini canta, mas não sei falar uma palavra de italiano. Segredo de polichinelo.
Mas o castigo vem à vista, depois da última prestação que Matilde cobra. Ela esquece que é um embrião perto de uma mulher parida.
Na porta do Teatro Municipal, sentei e fiquei esperando. Esperando nada. Havia um encontro marcado, mas se caso não acontecesse, não importava. As luzes do Vale do Anhangabaú.
E diante de tamanha incapacidade de ser sem espelhos, cairá Matilde na tentação de cortar os pulsos com estilhados do concavo-convexo que acabou de socar?
Se as experiências não são o bastante para diminuir o ego, acredito que a idade deva ser. Mas se os anos vão passando, o cabelo caindo e o ego resiste...desiste.
E é tanto bolinho de carne em hora errada, que Matilde agora só se olha de longe...não consegue encarar os pneus e a grande pança gazosa.
Quando você precisa denegrir, ou expor negativamente uma pessoa para explicar o que você quer ou justificar uma escolha, é porque você não tem certeza do que está dizendo.
Matilde cobra a prazo de quem vende espelho torto para ela.
Entendo tudo o que a Laura Pausini canta, mas não sei falar uma palavra de italiano. Segredo de polichinelo.
Mas o castigo vem à vista, depois da última prestação que Matilde cobra. Ela esquece que é um embrião perto de uma mulher parida.
Na porta do Teatro Municipal, sentei e fiquei esperando. Esperando nada. Havia um encontro marcado, mas se caso não acontecesse, não importava. As luzes do Vale do Anhangabaú.
E diante de tamanha incapacidade de ser sem espelhos, cairá Matilde na tentação de cortar os pulsos com estilhados do concavo-convexo que acabou de socar?
sábado, 5 de novembro de 2011
Amor se vê com os olhos?
Fiz contorcionismo, piruetas, cambalhotas e cuspi fogo. Me exibia para Andre. Estava lindo. Cabelo cortadinho, ao conrário do cabelão que ele tinha quando conheci. Mas lindo. Andre fazia escova no cabelo quando ia tocar. Era guitarrista. Mas isso foi antes de me apaixonar. Hoje faz um ano que me apaixonei por Andre. Andre, Andre. Por que abandonou a guitarra Andre? Por que pensou duas vezes antes de pular comigo?
Só ficava com a latinha de Itaipava numa mão e meu coração na outra. O sorriso iluminava a cara dele.
Era amor?
Fomos à praia num dia frio. Quando começou a escurecer, olhei para o lado e não vi mais Andre. Nem senti mais o cheiro do álcool edo cigarro. Vi que a areia tinha virado barro vermelho e uma pequena subida me revelaria um pasto gigante e verde. E o que pareciam ovelhas ao longe, eram lindos cavalhos brancos. Do lado esquerdo do pasto, uma plantação de girassóis, semi devorada. Deduzi que fora pelos cavalos.
Agora quem fazia piruetas e contorcionismos era Andre; outras coisas ocupariam meus olhos e eu precisava de espaço.
Sai da frente Andre!
Só eu não sabia que já não suportava mais nicotina e cevada. Andre exalava as duas coisas e um insuportável cheio de insegurança e coisa mal resolvida com o pai. A mãe não gostava de mim, porque eu morava há 38 quilometros do centro.
No meio do pasto, uma trupe corria, girava e gargalhava. Me juntei a eles e me carreguei de girassóis. Óleo e sementes me fariam forte durante a viagem.
André nem era tão bonito assim.
Só ficava com a latinha de Itaipava numa mão e meu coração na outra. O sorriso iluminava a cara dele.
Era amor?
Fomos à praia num dia frio. Quando começou a escurecer, olhei para o lado e não vi mais Andre. Nem senti mais o cheiro do álcool edo cigarro. Vi que a areia tinha virado barro vermelho e uma pequena subida me revelaria um pasto gigante e verde. E o que pareciam ovelhas ao longe, eram lindos cavalhos brancos. Do lado esquerdo do pasto, uma plantação de girassóis, semi devorada. Deduzi que fora pelos cavalos.
Agora quem fazia piruetas e contorcionismos era Andre; outras coisas ocupariam meus olhos e eu precisava de espaço.
Sai da frente Andre!
Só eu não sabia que já não suportava mais nicotina e cevada. Andre exalava as duas coisas e um insuportável cheio de insegurança e coisa mal resolvida com o pai. A mãe não gostava de mim, porque eu morava há 38 quilometros do centro.
No meio do pasto, uma trupe corria, girava e gargalhava. Me juntei a eles e me carreguei de girassóis. Óleo e sementes me fariam forte durante a viagem.
André nem era tão bonito assim.
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